Autor: Caio Giulliano
Edição: 1
Encadernação: Brochura
Tamanho: 21 x 14 cm
Páginas: 288
Editora: Valer
ISBN: 9786555854596
Em 1859, o explorador e médico alemão Robert Avé-Lallemant percorreu as águas do rio Amazonas. De14pois de muito se entediar com o que via, escreveu em seu diário que progresso mesmo ele encontrou apenas na chaminé de um navio a vapor construído na Europa e que transitava pela região. O viajante deu eco a uma memória festiva sobre a modernização naval que, desde sua chega-da, em 1853, era divulgada na Província do Amazonas. Este livro percorre a contrapelo essa memória para demonstrar que tal ideologia de modernidade e progresso precisou alimentar uma série de silenciamentos, desde os percalços de adaptação dos vapores até a resistência das populações indígenas e ribeirinhas a esse meio de transporte. A navegação a vapor é aqui entendida como parte de um planejamento social e cultural para o extremo norte do Brasil, mas o foco está nas pessoas e nas instituições envolvidas na chegada e na recepção dos vapores. Olhando para além das chaminés, encontramos outras histórias e memórias dotadas de força suficiente para não serem esquecidas em meio à fumaça.
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Autor: Caio Giulliano
Edição: 1
Encadernação: Brochura
Tamanho: 21 x 14 cm
Páginas: 288
Editora: Valer
ISBN: 9786555854596
Em 1859, o explorador e médico alemão Robert Avé-Lallemant percorreu as águas do rio Amazonas. De14pois de muito se entediar com o que via, escreveu em seu diário que progresso mesmo ele encontrou apenas na chaminé de um navio a vapor construído na Europa e que transitava pela região. O viajante deu eco a uma memória festiva sobre a modernização naval que, desde sua chega-da, em 1853, era divulgada na Província do Amazonas. Este livro percorre a contrapelo essa memória para demonstrar que tal ideologia de modernidade e progresso precisou alimentar uma série de silenciamentos, desde os percalços de adaptação dos vapores até a resistência das populações indígenas e ribeirinhas a esse meio de transporte. A navegação a vapor é aqui entendida como parte de um planejamento social e cultural para o extremo norte do Brasil, mas o foco está nas pessoas e nas instituições envolvidas na chegada e na recepção dos vapores. Olhando para além das chaminés, encontramos outras histórias e memórias dotadas de força suficiente para não serem esquecidas em meio à fumaça.
